"TORQUATO NETO" - PIAUIENSE

ENCONTRADA GRAVAÇÃO INÉDITA COM ÚNICO REGISTRO DA VOZ DO 

"PIAUIENSE TORQUATO NETO"

Radialista gaúcho entrevistou poeta e compositor no Festival da Record de 1968 e achou arquivo no armário 46 anos depois; rolo tinha ainda entrevistas com Tom Zé, Caetano Veloso e Rogério Duprat



RIO. “Filho, você está ouvindo a minha voz?”



— Estou, papai.



— Eu nunca ouvi a do meu pai. Estou indo agora para o Rio fazer isso.

Na manhã do último dia 10, uma quarta-feira, o piloto de avião Thiago Nunes, de 44 anos, tomaria uma ponte aérea em São Paulo, onde vive com a mulher e o filho de 8 anos, para ouvir a voz do pai, o poeta e compositor Torquato Neto, pela primeira vez. Torquato suicidou-se aos 28 anos, em 1972, quando Thiago tinha apenas 2 anos. Desde então, o filho jamais ouviu qualquer registro da voz do pai, que ironicamente fez todo mundo cantar canções como “Pra dizer adeus” (“Ah, pena eu não saber, como te contar, que o amor foi tanto...”); “Mamãe, coragem” (“Mamãe, mamãe, não chore, a vida é assim mesmo, eu fui embora...”); “Geleia geral” (“Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia...”) ou “Soy loco por ti America”. Nem ele, nem a família, nem os biógrafos da Tropicália, movimento do qual Torquato foi um dos maiores expoentes.

O poeta, que completaria 70 anos no dia 9 de novembro, deixou um acervo com fotos, poemas, colunas de jornal, entrevistas impressas, três filmes em super-8 (sem áudio). O material já rendeu livros, teses e servirá de base para o documentário “Anjo torto”, dos diretores Marcus Fernando e Eduardo Ades, com apoio do Canal Brasil, em fase de montagem.

Em reportagem publicada no Segundo Caderno em 11 de junho sobre o documentário, Marcus Fernando lamentou não ter encontrado qualquer registro de áudio de Torquato, apesar de ele ter participado de festivais da canção e de programas de rádio.

Ao ler o jornal, a notícia chamou a atenção do radialista gaúcho Vanderlei Malta da Cunha, de 66 anos, que lembrou na hora de ter feito, ele mesmo, uma entrevista com Torquato nos bastidores do IV Festival da Música Brasileira da Record, em São Paulo, em novembro de 1968. Não só com Torquato: naquela noite, Vanderlei, que aos 20 anos já tinha um programa dominical de música brasileira na extinta “Rádio Cultura”, uma rádio gaúcha AM, também gravara depoimentos do maestro Rogério Duprat, do músico Tom Zé (que ainda não sabia, mas seria o vencedor daquela edição, com a música “São São Paulo, meu amor”) e de Caetano Veloso, que tinha feito, dois meses antes (eram muitos festivais concomitantes), a participação histórica de “É proibido proibir” no III Festival Internacional da Canção (FIC), em que retrucava a plateia, sob vaias: “É essa a juventude que quer tomar o poder?”.

MOMENTO DE EXTREMA LUCIDEZ

Era, portanto, o auge do tropicalismo. O álbum-manifesto “Tropicália” tinha sido lançado havia poucos meses, e o público ainda tentava entender toda aquela proposta de revolução estética e musical.

— Naquele dia havia, entre os artistas, uma espécie de “ressaca” de tudo o que tinha acontecido no III FIC, as vaias, os protestos, a confusão, por isso, em determinado trecho da entrevista, Torquato ironiza a música de protesto — comenta Vanderlei, citando o trecho em que o compositor dizia: “Caminhando e cantando e seguindo a canção, seguindo mesmo, a canção lá na frente e eles lá atrás, a léguas de distância. (...) Esse tipo de trabalho não me interessa nem um pouco” — E eu ali, um menino, entrevistando meus ídolos. Eu nem era hippie, tropicalista, era um apresentador de um programa de música brasileira no Sul. Mas a poesia do grupo baiano me tocava profundamente.


Quando Vanderlei se deu conta das entrevistas que tinha feito, considerou a noite ganha. Tinha levado semanas até convencer a pequena rádio a financiar sua estadia em São Paulo para cobrir o festival. Hospedou-se no Hotel Danúbio, o mesmo em que os artistas ficavam, para facilitar a aproximação. Que se deu graças a Gilberto Gil. Foi o músico quem puxou o rapazote pelo braço e mostrou onde estavam os outros.

O maestro Rogério Duprat falou sobre suas inovações de arranjo: “A gente não aguenta ouvir o mesmo som de orquestra. Estamos pesquisando novas formas de manipular o som da orquestra, vendo se a gente consegue entortar geral. O momento atual da música popular todo está meio crítico. E o humor é a forma mais importante de crítica”. Tom Zé explicou por que fez uma canção amalucada sobre São Paulo: “Todo mundo tem mania de falar mal de São Paulo, então somente pra ser espírito de porco fiz uma canção falando bem, falando mal, tudo misturado, pra fazer confusão no espírito das pessoas”. E Caetano parecia contente com a confusão da sua última apresentação: “A gente tem que fazer alguma coisa, deixar as coisas paradas não corresponde às necessidades do nosso povo. Acho que a gente deve assustar as pessoas, chateá-las. Divertir e chatear”.

Torquanto Neto & Vinicios de Morais
— Foi o pulo do gato. Se hoje esse áudio existe, é graças à generosidade de Gilberto Gil. E parecia que todos estavam com vontade de falar — lembra Vanderlei, por telefone, de Porto Alegre, depois de encontrar a gravação que estava silente em seu armário por 46 anos, enviando em seguida ao GLOBO, que repassou a pesquisadores de MPB e ao filho de Torquato, Thiago. — Acho que foi um dos últimos momentos de extrema lucidez de Torquato. Ele estava muito seguro do que faziam com o tropicalismo. Os anos seguintes foram muito melancólicos para ele, que foi para Londres, rompeu com os baianos, até o desfecho trágico. Mas, ouvindo-o falar hoje, passados tantos anos, tenho certeza: quem fez aquilo tudo e falava daquele jeito não queria ser esquecido.

Torquato sentou-se numa poltrona à entrada do teatro e respondeu às questões do jovem, que fez as perguntas de pé, segurando o gravador de rolo — não havia outro assento livre. Era franzino, narigudo e tinha o rosto marcado por espinhas, lembra Vanderlei. Vestia um camisa de manga curta e uma calça jeans. Estava tranquilo.

Falou sobre a relação do tropicalismo com o mercado (“Música é para vender, é batata, não adianta, tem que vender, se não não presta”); sobre a importância dos festivais da canção (“Eu acho que as melhores coisas que apareceram de uns três anos para cá em música no Brasil apareceram em festival”); sobre poesia (“Eu acho da maior importância o movimento concretista. Influenciou demais todo o meu trabalho, tudo o que venho tentando fazer”); elogia Caetano (“A poesia de Caetano em música é atualmente a mais importante do Brasil, é a mais rica, a mais sugestiva, a que indica mais caminhos”); e sobre tropicalismo (“Eu acho nosso trabalho importantíssimo pelo seguinte: é o que abre perspectivas. O tropicalismo é um negócio abrangente, totalizante”).

‘AINDA ESTÁ ECOANDO NA MINHA CABEÇA’

Ao ouvir a voz pela primeira vez, numa sessão caseira com os diretores do documentário, Thiago reagiu de maneira alegre, mas um pouco atônita. Estranhou o sotaque excessivamente baiano para um piauiense (“Ele falava igual ao Caetano!”) e lamentou o fato de os avós não estarem vivos (“Se minha avó tivesse ouvido isso, teria ganhado uma sobrevida”). Foi como se tivesse feito nascer, naquela sala, um novo pai.

— Eu nunca poderia imaginar que o ouviria... Já dava essa hipótese por perdida. Procuramos muito, mas nunca achamos nada. É uma sensação reconfortante, mas difícil de pôr em palavras. Infelizmente não sou bom como ele com as palavras — limitou-se Thiago, que no dia seguinte mandou a seguinte mensagem: — A voz dele ainda está ecoando na minha cabeça. Conversei longamente ontem com minha mãe sobre coisas de que nunca falamos. Estou muito emocionado.

Torquanto Neto & Gilberto Gil
Depois da audição, Marcus Fernando, diretor do documentário “Anjo torto” (que deve ficar pronto no início de 2015), fez uma análise do conteúdo da gravação:

— A importância dessa descoberta é gigantesca. É a oportunidade de chegar perto dele, através do sotaque, do ritmo da fala e do pensamento, bem resumido ali: a inquietação com os rumos da música brasileira, a valorização da letra de música como forma poética, a reflexão sobre a temática das canções (a obsessão com o Nordeste e a família), a influência dos concretistas em sua obra, a afirmação do movimento tropicalista (assumindo inclusive que um dos objetivos era conquistar mercado porque “disco é feito pra vender”), o desinteresse pela música engajada...

Professor de Literatura da PUC-Rio e autor de “Tropicália” (Azougue) e “Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado — Cultura marginal no Brasil” (Civilização Brasileira), Fred Coelho acrescenta que a fala de Torquato reproduz a “personalidade incisiva, provocadora, irônica, pilhada, pronta para o embate”:

— A fita ainda tem um traço trágico, de tristeza profunda, pois o vemos traçando planos no coletivo, quando sabemos que isso ia se desmanchar meses após esse papo. Ele perde parceiros, amigos, o lugar de intelectual de um movimento, vai pra Londres, onde tudo dá errado, volta e praticamente abandona a música, colocando o jornalismo e o cinema no centro dos interesses. E ouvir isso tanto tempo depois, uma voz que vem do além, um morto que fala pela primeira vez, como um Brás Cubas... Saravá.

Quem também parou o que estava fazendo, anteontem, para ouvir o amigo, e a si mesmo, tanto tempo depois, foi Tom Zé.

— Ao falar de assuntos simples, ele consegue dar opiniões de muita carga sígnica. Um dos assuntos a que Torquato se refere é uma coisa hoje esquecida, como se fosse impossível: no lançamento do tropicalismo, em 1967, a classe estudantil nos chamou de traidores da música brasileira — diz Tom Zé, de quem Torquato “roubou” a expressão “domingou” para batizar uma canção. — Foi um grande prazer e uma alegria ficar 20 minutos ouvindo aquela voz tão carinhosa e nordestina. Dá saudade.

ARQUIVO SERÁ ENVIADO A TERESINA E AO MIS

Coincidentemente, dias antes de Thiago receber — e ouvir — o arquivo enviado por Vanderlei ao GLOBO, o escritor Marcelino Freire publicava um post intitulado “Procura-se a voz de Torquato Neto” no blog “Quebras”, que mantém no site do Itaú Cultural, no qual reporta uma longa expedição sobre culturas regionais que tem feito por 15 capitais brasileiras, como parte do projeto “Rumos”.

Torquato Neto & Chico Buarque
— A primeira cidade que passei neste projeto Rumos, onde vou buscando conhecer e mapear os artistas locais, contando tudo no blog, Foi Teresina. Lá, entrei em contato com muitos artistas jovens ainda hoje muito influenciados por Torquato, como o Thiago E., que edita uma revista linda, a “Acrobata”. Também conheci George, primo do Torquato que mantém seu acervo, e foi ele quem me chamou a atenção para a falta que fazia conhecermos a cor da sua voz, seu sotaque, seu timbre. Quando eu podia imaginar que na mesma semana alguém lá no sul acabava de achar um arquivo com a voz dele! — comemora Marcelino, em cujo post em tom de apelo se lê trechos como “Teresina é discreta e faz, podem ter a certeza, um grande movimento que inclui revistas de arte, desenhos, música, teatro, dança. Nós, bárbaros e barulhentos, é que temos dificuldade de escutar onde está a voz, onde se esconde, em que lugar andará a língua de Torquato. Ajudem-nos, urgente, a procurar.”

O arquivo será encaminhado ao responsável pelo acervo de Torquato em Teresina, o primo George Mendes, bem como ao Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio.

— Coloco essa fita à disposição depois de anos no armário, pois acredito que ela possa ter valor documental na pesquisa sobre a contribuição desta grande figura da cultura brasileira — declarou Vanderlei, ainda tocado com o próprio achado.





http://oglobo.globo.com/cultura/musica/encontrada-gravacao-inedita-com-unico-registro-de-voz-de-torquato-neto-14069434

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MISS BRASIL 2014 É A CEARENSE MELISSA GURGEL

Miss Brasil 2014 aconteceu em Fortaleza comemorando 60 anos do concurso e venceu a Miss Ceará Melissa Gurgel

A edição Miss Brasil 2014 aconteceu neste sábado, 27, e comemorando os 60 anos do concurso. Desta vez foi a cidade de Fortaleza, no Ceará, que recebeu as 27 candidatas que representam os Estados do País e o Distrito Federal.

As candidatas desfilaram com cinco trajes diferentes. Dentre eles típico, casual, biquíni, gala e maiô, com o qual a vencedora foi coroada. Cerca de 2500 pessoas entre vips, convidados e pagantes estiveram no Centro de Convenções, em Fortaleza, Ceará. Cada cadeira na plateia custou R$ 50 e mais de 300 profissionais trabalhando desde quinta-feira para essa edição de aniversário de 60 anos. A trasmissão foi feita pela TV Band.

Com apresentação de André Vasco e Reanata Fan e ao som "Bang Bang", de Jessie J e Adriana Grande, as candidatas fizeram o desfile de traje casual com top cropped e saia curta para apresentar os seus estados.

O desfile de traje típico exaltou a regionalidade de cada Estado. O folclore, a beleza brasileira e os detalhes culturais de cada região foram representados na passarela. A candidata do Espírito Santo, Amanda Recla, homenagou Nossa Senhora da Penha e foi eleita na votação de melhor traje típico.

Outra competição que acontece dentro do Miss Brasil 2014, é o Miss Simpatia, competição que elege a mais simpática entre as candidatas. A eleição é feita entre as proprias candidatas, e a eleita foi a miss Rondônia.

Das 27 candidadtas, 15 foram classificadas para a final, entre elas a Miss Pará, Miss Paraná, Miss Distrito Federal, Miss Santa Catarina, Miss Goiás e Miss Maranhão, Miss São Paulo e Miss Acre, Miss Espirito Santo e a favorita ao título, Miss Ceará.

Das 15, mais uma peneira aconteceu e ficaram as representantes dos estados: Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão. Em seguida, as 10 misses desfilaram com trajes de banho assinados por Regina Moya.

NORDESTE É FOCO DO "REDESCUBRA O BRASIL" NO CHILE

Capacitação reuniu cerca de 220 profissionais chilenos
A Embratur levou ao Chile, nesta semana, o workshop e seminário Redescubra o Brasil. O evento decapacitação de profissionais de turismo chilenos foi realizado em Santiago, com organização do Comitê Descubra Brasil e apoio da Embaixada do Brasil no Chile. O foco da capacitação, nesta edição, foram os destinos da região Nordeste, com ação dividida em duas partes: a primeira orientada às agências de viagens e mídia especializada e a segunda voltada exclusivamente às operadoras do Comitê Descubra Brasil. 

Cerca de 220 operadores e agentes de viagens participaram do evento. “Esta iniciativa promocional tem atuação focada no Nordeste, potencializando a diversificação de produtos brasileiros ofertados no Chile”, ressaltou o coordenador-geral do Mercado Americano da Embratur, Alexandre Nakagawa. O Chile é o quinto emissor de turistas para o Brasil, segundo dados de 2012, quando foi registrada a entrada de 250.586 visitantes chilenos no País.

RECIFE - OFICINAS GRATUITAS DE RADIO, VIDEO E INTERNET COM FOCO EM CIDADANIA

Oportunidade para comunicadores e educadores da região nordeste: oficinas gratuitas de rádio, vídeo e internet com foco em cidadania

Capacitação do Radiotube em Recife terá como foco a prevenção de violência sexual contra crianças e adolescentes

Técnicas de comunicação e a responsabilidade do comunicador comprometido com os direitos humanos estarão em pauta em outubro de 2014 em Recife. A capacitação terá como foco a produção de rádio, vídeo e internet, com discussões sobre as técnicas utilizadas e a realização de oficinas práticas. O encontro buscará mobilizar os produtores de conteúdo para a importância do combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

A capacitação, gratuita, será realizada em outubro, é uma iniciativa do Criar Brasil responsável pela primeira rede social exclusiva para a cidadania do país, o Radiotube (www.radiotube.org.br). Com o patrocínio do Programa Socioambiental da Petrobras, o evento é aberto a radialistas, jornalistas, educadores, lideranças locais e ativistas dos direitos da criança e do adolescente dos seguintes estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.

O radiotube.org.br se consolidou em referência para comunicadores que, na prática, constituíram uma agência de notícias colaborativa, onde são compartilhadas produções de áudio, vídeo e texto abordando exclusivamente temas ligados à cidadania. Para a oficina, as despesas com transporte, hospedagem e alimentação são custeadas pelo projeto. As inscrições já estão abertas, mas as vagas sãolimitadas. Os interessados devem enviar email para radiotube@criarbrasil.org.br

Serviço:

Oficina RADIOTUBE – Região Nordeste

Outubro de 2014

Local: Recife/PE


Informações: Criar Brasil: (21) 2508-5204 – Ana Ribeiro

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NA BAHIA, DESAFIO É GERIR MAIOR ECONOMIA DO NORDESTE

Seis candidatos a governador vão disputar os votos dos eleitores do estado, cujo PIB é de R$ 99,4 bilhões

Seis candidatos a governador vão disputar os votos dos eleitores da Bahia. A tarefa do eleito será a de gerir a maior economia do Nordeste, com produto interno bruto de R$ 99,4 bilhões, exportadora principalmente de petróleo e derivados, papel e celulose e químicos, conforme dados do governo estadual e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Com 417 municípios e população total de 15 milhões de habitantes, a Bahia ainda tem problemas sociais a serem resolvidos. Segundo o IBGE, 52,8% das crianças com até 14 anos vivem em casas sem rede de esgoto e 25,4% em casas onde não há coleta de lixo.

A ocupação dos jovens é outra preocupação que deverá ser abordada pelo futuro governador. Entre os que têm de 15 a 29 anos de idade, 23,7% não trabalham nem estudam e 39,9% só trabalham. Apenas 12,9% deles cumprem as duas atividades.

Além disso, 21% das pessoas na faixa etária a partir dos 25 anos são analfabetas ou estudaram menos de um ano. E 22% acima dessa idade têm 11 anos de estudo, o suficiente para concluir o ensino médio.

Até setembro do ano passado, o estado tinha 2,7 milhões de famílias inscritas no cadastro único para programas sociais do governo federal com renda per capita de até meio salário mínimo por mês.

São candidatos ao cargo de governador a senadora Lídice da Mata (PSB), a bancária Renata Mallet (PSTU), o analista de sistemas Rogério da Luz (PRTB), o deputado Rui Costa (PT), o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o bancário Marcos Mendes (PSOL).

Lídice da Mata lançou candidatura pela coligação Um Novo Caminho para a Bahia, que conta com PSB, PSL e PPL. É nascida na cidade de Cachoeiro (BA) e terá como vice-governador Eduardo Lima Vasconcelos. Já foi deputada federal entre 2006 e 2010.

A presidenta do PSTU em Salvador, Renata Mallet, sai para a campanha sem coligação. Ela contará com Carlos José Bispo como candidato a vice-governador. É natural de Salvador e foi candidata a vereadora em 2012, sem sucesso. Assim como ela, o candidato do PSOL, Marcos Mendes, também não se coligou a outro partido.

Ele também é soteropolitano e terá como vice-governador Ronaldo Santos Silva. Mendes também já foi candidato a governador, deputado federal e vereador nas eleições anteriores, mas não foi eleito.

Paulo Souto representará a coligação Unidos pela Bahia, que reúne DEM, PSDB, Solidariedade, PTN, PROS, PRB, PSC, PTC, PV, PPS, PRP, PTdoB, PSDC e PHS.

Ele já foi governador da Bahia de 1995 a 1998 e de 2003 a 2006. Também foi senador de 1999 a 2002. Se candidatou ao governo do estado nas últimas eleições, mas perdeu para Jaques Wagner (PT).

O deputado federal Rui Costa é o candidato pelo PT. A coligação Pra Bahia Mudar Mais, liderada por ele, conta ainda com PP, PSD, PDT, PR, PCdoB, PTB, PMN, PTdoB e PHS. Natural de Salvador, o vice é João Felipe de Souza Leão. Além de deputado, Costa também já foi vereador.

Já a coligação Por uma Bahia Livre e Justa, formada por PRTB e PEN, terá como candidato Rogério da Luz. O único candidato nascido fora da Bahia, em Jundiaí (SP), terá como vice Antônio Gomes de Andrade Neto. Ele foi candidato a prefeito de Salvador nas últimas eleições municipais

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/na-bahia-desafio-e-gerir-maior-economi

FORUM ESTADAO - REGIAO NORDESTE

Participaçao do Governador do Ceara Cid Gomes, do secratario de planejamento da Bahia José Sérgio Gabrielli, o pernambucano Aristides Monteiro Neto, coordenador do Ipea - Instituto de Pesquisas e Analises Econômicas do Governo Federal.